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STIC-CG denunciou o frigorífico JBS II no Ministério Público do Trabalho em MS

Com apoio da CUT-MS, Sindicato sai em defesa de sua diretora Juliana Marques da Silva contra o assédio, o abuso de poder e atitude anti-sindical

Publicado: 27 Janeiro, 2020 - 18h51

Escrito por: Sérgio Souza Júnior

SticCG
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Juliana Marques e Vilson Gregório

Na manhã desta segunda-feira (27), Vilson Gregório, Presidente da CUT-MS, esteve junto com Juliana Marques da Silva, diretora do Stic-CG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande-MS) e da CUT-MS, na sede do Ministério Público do Trabalho em Campo Grande, onde protocolaram uma denúncia contra a JBS II.

 

Conforme documento elaborado pelo Stic-CG, “a diretora do sindicato Juliana Marques da Silva sempre sofreu perseguição dentro da empresa JBS 2 pelo fato de ser diretora do sindicato... o encarregado do setor de desossa franksmar Silva em meio a uma reunião com os funcionários DDS na sexta-feira dia 24 de janeiro de 2020 anunciou que não haveria produção na segunda-feira dia 27 de janeiro de 2020 por falta de matéria-prima”.

 

Para Vilson Gregório, Presidente da CUT-MS, “esta é mais uma situação que acontece JBS, uma prática desta empresa que percebemos em todo o Brasil. Ela demite diretores sindicais e nos coloca na situação de discutir a estabilidade destes trabalhadores na justiça e quando temos diretores sindicais no local de trabalho acontecem este tipo de confusão, tem supervisores que tratam mal os trabalhadores como um novo tipo de escravidão, assediando eles moralmente para poder garantir a produção da empresa, como se nossos trabalhadores não tivessem direitos. Pode verificar que esta pressão, o ritmo de trabalho exaustivo gera acidentes de trabalho e mutilam trabalhadores”, disse Gregório.

 

Entenda o caso

 

A sindicalista teria manifestado nesta reunião uma opinião pessoal, usando termo religioso “glorificou a deus”, pela situação fora do usual do trabalho naquela empresa.

 

Juliana teria um compromisso inadiável de volta às aulas com a sua filha, justamente na segunda-feira (27).

 

Após esta situação, Franksmar Silva teria dito “sai daqui” “você não é bem-vinda na minha reunião (DDS) ou você quer ser mandada embora semana que vem? ”. O Stic-CG reforça que foram ouvidas várias manifestações de alívio e de alegria por conta da notícia, porém só a diretora sindical teria sido constrangida publicamente.

 

Ainda segundo o documento do Stic-CG, “Prezando a integridade física e psicológica da trabalhadora o sindicato juntamente com sua diretora Juliana Marques da Silva vem por meio desta denunciar a empresa JBS 2, na pessoa do encarregado Franksmar Silva por abuso de poder no qual causou um profundo abalo psicológico na diretora deixando-a em estado de constrangimento e vergonha perante seus colegas de trabalho” diz trecho do documento.

Na opinião de Vilson Gregório, “um encarregado desse não deveria atuar desta forma, passando com caderninho de pessoa por pessoa, ameaçando de que quem não cumprir a meta vai ser demitido, ele não deveria atuar como supervisor e por isso vamos insistir em denunciar estas ameaças no Ministério Público e esperamos que as devidas providências sejam tomadas, para coibir este tipo de situação.  

Juliana é diretora do sindicato e diretora da Central única dos Trabalhadores e atua como dirigente sindical na empresa, ouvindo as demandas e denúncias dos trabalhadores, buscando sempre defender o direito da categoria em seu local de trabalho.

"Uma sindicalista não pode ter de carregar este fardo de ter de lidar com um supervisor truculento e ainda passar por situação de humilhação em seu local de trabalho, reforçamos que a diretora está sob constante ameaça, sendo assim uma prática anti-sindical" enfatizou Gregório.