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SEEBCG-MS realiza mais um ato contra a reestruturação do BB

Mesmo lucrando R$ 13,9 bilhões em 2020, o Banco do Brasil insiste em manter o plano de reestruturação.

Publicado: 19 Fevereiro, 2021 - 15h26 | Última modificação: 19 Fevereiro, 2021 - 18h54

Escrito por: Assessoria SeebCG

Reginaldo de Oliveira
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divulgação

Na tentativa de abrir as negociações para barrar esse desmonte, o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região continua seguindo o calendário de mobilizações e, nesta sexta-feira, realizou mais um protesto em frente à agência do banco na Av. Afonso Pena com a R. 13 de maio, na capital do estado.

Os dirigentes sindicais se reuniram com os bancários para discutir a reestruturação e pedir o apoio dos trabalhadores para somar na luta. Também houve diálogo com os clientes e população em geral, com a entrega de uma carta aberta sobre a importância do BB para todos.

“Nós estamos organizando já há alguns dias movimentos, paralisações, retardando abertura de agências e conversando com parlamentares. Hoje fizemos uma grande reunião com todos os funcionários dessa agência para destacar que a luta é de todos e eles precisam colaborar e participar mais, estar junto com o sindicato. Sem o movimento sindical a luta seria ainda mais difícil, sozinho ninguém ganha”, afirma a presidenta do SEEBCG-MS, Neide Rodrigues.

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Depois de muitas ações e lutas, o movimento sindical conquistou uma grande vitória: na última quinta-feira, dia 18, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) obteve liminar que impede que o Banco do Brasil extinga a função de caixa e deixe de pagar a gratificação aos escriturários que a recebem para trabalhar como caixa.

A retirada da gratificação reduziria significativamente os rendimentos dos funcionários, que são escriturários e recebem o valor adicional para exercerem a função de caixa. “Isso já é um avanço, pois assim a gente consegue manter a dignidade dos trabalhadores com salário correto. Em um momento crítico de pandemia, não é justo o que o banco está fazendo com os maiores responsáveis pelo lucro”, destaca Neide.

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Neide Rodrigues, Presidenta do Seeb-CG.
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Orlando Almeida, Diretor Jurídico SEEB-CG

De acordo com o secretário de Assuntos Jurídicos do sindicato e bancário do BB, Orlando de Almeida Filho, o movimento sindical pede ainda a abertura de negociações com a direção do banco.

“A ideia de hoje é dizer em alto e bom som que a luta não irá cessar, ela continuará e a cada mobilização nós iremos apresentar novas dinâmicas para forçar o banco a voltar a negociar conosco. Nosso maior problema tem sido isso: o banco está irredutível em negociar com os trabalhadores e, assim, rompe mesas de negociação pacificadas em acordo de trabalho, que é conversar com o sindicato primeiro antes de apresentar qualquer tipo de reestruturação, principalmente quando mexe na questão salarial e na questão de demissão de trabalhadores”, reitera.

Apoio

Nesta sexta-feira, os dirigentes sindicais também estão no interior para tentar dialogar com os prefeitos das cidades que serão afetadas pelo fechamento de agências na região. Durante a manhã, os diretores Rubens Jorge Alencar e Everton José Espindola estiveram em Bodoquena em reunião com o prefeito da cidade, Kazuto Horii e com o Secretário de Administração e Finanças, Edson Scarabelo.

 

O SEEBCG-MS já conseguiu apoio de alguns parlamentares na luta contra o desmonte, são eles: deputados federais Dagoberto Nogueira (PDT-MS) e Vander Loubet (PT-MS), o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) e o prefeito de Terenos, Henrique Budke (PSDB).

As mudanças podem atingir 690 bancários na capital e no interior do estado. Na base do SEEBCG-MS, que é composta por 27 municípios, podem ser fechadas três agências, sendo uma em Campo Grande (no CMO), uma em Bodoquena e uma em Anastácio. Outras três agências localizadas em Terenos, Dois Irmãos do Buriti e Campo Grande (no Parque dos Poderes) serão transformadas em postos de atendimento.