Rede de Mulheres da IEAL realiza encontro em São Paulo
Sueli Veiga,"o evento é fundamental para debatermos os nossos problemas, dificuldades, alternativas de luta e de ação coletiva unificada".
Publicado: 27 Outubro, 2016 - 14h49
Escrito por: Sérgio Souza Júnior CUT/MS com informações da CNTE
Entre os dias 26 a 28 de outubro, acontece em São Paulo/SP, o Encontro da Rede de Mulheres da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), que reúne trabalhadoras da Educação das regiões Cone Sul e Andina. A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação é parceira da IEAL para a realização das atividades da Rede e conta com uma delegação de 66 representantes de 18 sindicatos afiliados presentes no evento que irá debater a participação política das mulheres a partir da atuação sindical no continente.
Durante a solenidade de abertura, compuseram a mesa Marta Vanelli, Secretária Geral da CNTE, Fátima Silva, secretária de Relações Internacionais da CNTE e vice-presidenta da IEAL, Silvia Almeida representando o PROIFES, Combertty Rodriguez, coordenador geral do escritório regional da IEAL, Gabriela Sancho e Gabriel Castro que integram a equipe de coordenação da entidade. Durante sua saudação a professora Marta falou da importância do encontro para que a rede reflita sobre a conjuntura atual de retirada de direitos, retrocessos sociais e avanço das investidas neoliberais na região e se reorganize para seguir desempenhando seu papel de fortalecimento dos sindicatos na perspectiva de gênero. Marta parafraseou o presidente Mujica e incentivou as presentes a seguirem firmes “a única luta que se perde é a que se abandona”, concluiu.
A professora Fátima Silva lembrou os grandes desafios que estão postos no mundo para as mulheres. Desafios que passam por garantir direitos políticos e de representatividade, mas também por lutar pela conquista de direitos humanos básicos como o direito à vida e à liberdade, o direito ao trabalho e à educação, entre outros. Ela compartilhou a experiência que teve na Argentina durante o Encontro Nacional de Mulheres, que reuniu mais de 70 mil manifestantes marchando por direitos para toda a classe trabalhadora. “Temos observado uma onda crescente de violência contra a mulher, com casos de feminicídio que nos atingem e chocam a sociedade. Mas, por outro lado, tem sido gratificante acompanhar a reação das mulheres de todas as matizes políticas e sociais, quem têm ido às ruas denunciar esses abusos e exigir respeito e igualdade. É por isso que hoje estamos aqui”, disse Fátima.
Sueli Veiga* dirigente nacional da CUT participou do evento e comentou para nós esta experiência, “para mim, o evento é fundamental para debatermos os nossos problemas, dificuldades, alternativas de luta e de ação coletiva unificada... Especialmente na atual conjuntura de avanço da direita, do conservadorismo, e da agenda neoliberal, onde as mais prejudicadas são as mulheres: maior desemprego, mais precarização, aumento da jornada, etc”.
Este seminário faz parte da agenda da Internacional de Educação de preparação do Encontro Mundial de Mulheres que será no 1º. Semestre de 2018, no Marrocos.
Segundo Sueli “os debates sobre conjuntura nos mostram que as nossas lutas são semelhantes em todos os países: os avanços são poucos e os desafios são muitos”.
A dirigente nos enviou uma mensagem onde analisa os principais elementos do debate realizados no evento, até o fechamento desta matéria, acompanhem.
Sueli Veiga
Sueli Veiga: Debatemos sobre muitos problemas que acontecem em todos ou na maioria dos países, tais como:
Violência contra as mulheres e feminicídio, mesmo com todas as políticas, vem se agravando, com inúmeros casos de extrema violência. Assassinato de homossexuais. Salários e reajustes baixos. Aumento do desemprego, da precarização, dos baixos salários. Alta informalidade. Aumento do custo de vida e redução do poder de compra. Na educação a desvalorização dos profissionais, a meritocracia, as avaliações. Culpabilização dos professores pela baixa qualidade da educação. Ofensiva neoliberal em sua busca dos recursos naturais para seu lucro. O avanço da direita, das políticas neoliberais, da retirada de direitos. A desconstrução das políticas sociais. A desqualificação dos governos democráticos. Políticas para as mulheres que só existem no papel e não tem recursos. Lutas, marchas, greves, atos, movimentos em todos os países. Reorganizar a força para construir outro projeto nas próximas eleições: Brasil, Argentina, Paraguai, estão entre as tarefas debatidas no evento.
Segundo a programação do evento, o dia 28 foi reservado para a exposição sobre os resultados de avaliação da RED (2005-2015) e linhas de ação, além de discutirem:
Quais são os conteúdos das Políticas Públicas de Igualdade, e como os sindicatos devem atuar na luta pela igualdade (des) igualdade de gênero neste momento.
As seguintes entidades filiadas da CNTE participaram do encontro: SINTEGO/GO, AFUSE/SP, APP/PR, SINPRO/DF, CPERS/RS, SINTESE/SE, SINDIPEMA/SE, SINTERO/RO, SINPROESEMMA/MA, SAE/DF, SINTE-SC, APLB/BA, Sind-UTE/MG, FETEMS/MS, SINTEPE/PE, SINTER/RR, APEOESP/SP, SINDIUPES/ES.
Sueli Veiga é Secretária Nacional Adjunta de Formação da CUT, Vice-Presidente da FETEMS - Federação dos Trabalhadores em Educação do MS. Também, representante da FETEMS no Conselho Estadual e Educação do Estado de Mato Grosso do Sul. Coordenadora Geral da Escola Centro-Oeste de Formação da CUT Apolônio de Carvalho e Secretária de Formação da CUT/MS – Central Única dos Trabalhadores/as do MS.

