• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Basta Azambuja! No MS a educação vai parar nos dias 2 e 3 de outubro

Categoria exige respeito, fim da redução salarial imposta aos professores convocados, eleições diretas para direção de escolas, política salarial efetiva para os servidores administrativos, entre outras pautas.

Publicado: 01 Outubro, 2019 - 18h54 | Última modificação: 01 Outubro, 2019 - 19h11

Escrito por: Sérgio Souza Júnior com informações CNTE e Fetems

Divulgação
notice
Paralisação na Rede Estadual de Ensino será realizada nos dias 2 e 3 de Outubro no MS.

A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), e seus sindicatos filiados, realizarão uma grande paralisação da Rede Estadual de Educação, nos dias 2 e 3 de outubro.

O calendário foi aprovado após intensos debates sobre a situação da educação do estado, em discussões realizadas durante o 27º Congresso da Fetems, realizado em Bonito no mês de setembro. 

Trata-se de uma dura resposta da categoria, ao tratamento dado à educação pelo governo do estado, neste sentido a FETEMS está realizando a campanha #BastaAzambuja pela valorização da educação pública e dos profissionais da educação.

Conforme Jaime Teixeira, Presidente da FETEMS, a paralisação é contra o desmonte que vem sendo feito pelo governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), um grande movimento que realizaremos neste mês de outubro, contra o desmando e os ataques do governo do estado. 

"Não queremos que acabe com a eleição direta para diretores de escolas... a partir do mês de julho, tivemos um grande ataque ao salário de professores convocados, com 32% de redução salarial. Nós temos 10 mil professores convocados no estado. É fundamental que o governador do estado cumpra a constituição federal e realize o concurso público" disse Jaime Teixeira em vídeo onde argumenta sobre os motivos do protesto.

Teixeira também afirma que os servidores administrativos da educação, que realizaram uma greve neste ano, não viram cumprido o acordo feito com o governo estadual para o encerramento da greve e aguardam o cumprimento dos termos.

"Não podemos admitir que os administrativos continuem nesta situação. A política salarial que seria apresentada [pelo governo] até o dia 31 de julho, [ele] não apresentou" disse o Presidente da Fetems, o dirigente também reforçou que a prometida chamada para a posse de 500 novos servidores administrativos também não foi feita.

Sueli Veiga, Vice-Presidenta da Fetems e dirigente nacional da CUT comentou a ironia da situação, “estamos iniciando o mês de outubro, o mês que comemoramos o dia dos professores, e o dia dos servidores administrativos, mas em Mato Grosso do Sul, não temos muito o que comemorar. Por isso nós vamos às ruas em grandes mobilizações, no dia 2 teremos mobilizações em todos os municípios. No dia 3 teremos uma grande passeata em Campo Grande", afirmou a sindicalista.

"Nós vamos às ruas dizer ao governo Azambuja, basta de descaso com a educação e de desrespeito aos trabalhadores em educação. Não aceitamos reajuste zero para os administrativos, não aceitamos o corte aos salários dos professores convocados, não aceitamos o fim da eleição de diretores, por isso vamos às ruas e convidamos toda a sociedade, pra vir conosco defender a educação pública e defender os trabalhadores e trabalhadoras em educação" ressaltou Sueli convidando a população do estado a apoiar o movimento.

Jaime Teixeira confirmou que o 27º Congresso da Fetems aprovou outra pauta importantíssima, contra a criação de escolas militares no estado, outro projeto que foi muito criticado pela categoria, "não vamos aceitar de forma alguma, que Mato Grosso do Sul tenha escolas militarizadas", disse o dirigente. 

Pauta:

Realização de Concurso Público Já

Isonomia Salarial entre Convocados e Efetivos Já!

Eleições Diretas para Diretores! Já!

Chamada de Concurso de Administrativos/Professores! Já!

Política Salarial para os Administrativos! Já!

Militarização das Escolas Públicas! Não!

FETEMSFETEMS
Paralisação na Rede Estadual de Ensino convocada para os dias 2 e 3 de outubro no MS.

Protesto

No dia 2 de outubro, em vários pontos da capital do Estado e também em algumas escolas, serão realizadas atividades de conscientização e panfletagens.

Em Campo Grande (MS), será realizada uma grande manifestação no dia 3 de outubro, a ser realizada a partir das 9h30 da manhã, na Praça do Rádio, no centro da cidade.


Educação sob ataque em todo o país

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a conjuntura educacional vem se tornando caótica. O projeto "escola sem partido", a militarização das escolas, o ataque à liberdade de cátedra, a retirada de verbas das universidades e dos subsídios aos programas de pesquisa, segundo a entidade, são atitudes autoritárias e fascistas de um governo com a marca da destruição.

"É por isso que todos devemos estar nas ruas, nas diversas mobilizações marcadas para os dias 2 e 3 de outubro, para barrar esses retrocessos", conclama o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Nestes mesmos dias, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), estão convocando uma Greve Nacional da Educação dos estudantes conta os cortes na educação, em defesa da Ciência e Tecnologia, pelo cumprimento do pagamento das bolsas do CNPq, por autonomia universitária, contra o Future-se e contra as privatizações.

atualizado às 18h03min para ajuste de informações