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A MP 927 do Bolsonaro é a MP da morte que precisa ser barrada

Esta é a avaliação de Vilson Gimenes, Presidente da CUT-MS. Se esta medida prevalecer, a miséria vai impactar a vida de milhões de famílias em plena crise do Coronavirus

Publicado: 23 Março, 2020 - 16h45 | Última modificação: 23 Março, 2020 - 17h03

Escrito por: Sergio Souza Júnior

CUT/MS
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Divulgação

Na noite de domingo (22), o Presidente Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória (MP 297/2020) que permite às empresas suspender o contrato de trabalho de seus funcionários por até quatro meses, sem remuneração.

A MP que foi publicada em edição extra do Diário Oficial vale enquanto durar o período de calamidade pública, a partir da data da publicação.

Conforme Vilson Gimenes, Presidente da CUT-MS “este é mais um ataque do governo Bolsonaro contra os trabalhadores, hoje [23] ele tentou cortar os salários dos trabalhadores durante 4 meses no meio desta pandemia do coronavírus, ou você morre de fome sem salário ou você é pego pelo vírus”, disse o Presidente da CUT-MS.

Horas depois da divulgação, o governo de Jair Bolsonaro voltou atrás e suspendeu o artigo nº 18, da Medida Provisória (MP) nº 927/2020, publicada neste domingo (22), que permitiria que patrões suspendessem os contratados de trabalho por quatro meses, sem pagamento de salário.  O anúncio do recuo foi feito por volta das 14h no perfil de Bolsonaro no Twitter.

A sociedade reagiu a MP 927

Após a luta virtual da CUT, dos sindicatos e muita pressão da sociedade, o governo federal recuou de parte da MP 927 e declarou que retiraria o trecho que versava sobre a suspensão de salários, por decisão unilateral dos patrões.

No Twitter, a hashtag #BolsonaroGenocida passou a ser um dos assuntos mais comentados do país e muitos passaram a chamar a medida de MP da Morte. Ou morre de fome ou do coronavírus, disseram dirigentes da CUT.

ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – emitiu um parecer público repudiando a MP 927/2020.

Lideranças sindicais, dirigentes de partidos políticos, economistas, refutaram a proposta da MP 297.

Em nota a CUT nacional disse que o Governo Bolsonaro condena trabalhadores à doença e a fome e torna-se o principal obstáculo do povo no enfrentamento à pandemia.

A CUT apresenta propostas e convoca manifestações, como o Barulhaço a ser realizado hoje, a partir das 19h, horário de Mato Grosso do Sul.

A Central reforça seu chamado à solidariedade ativa, em especial para com os profissionais de saúde, mais expostos à contaminação pela natureza da sua atividade, e para com os trabalhadores desempregados, informais ou por plataforma que, até aqui, não tem uma opção segura para sobrevivência de suas famílias frente à epidemia.

A integra da nota da CUT Nacional você acessa neste link:

https://www.cut.org.br/noticias/bolsonaro-condena-os-trabalhadores-a-morte-diz-cut-em-nota-sobre-a-mp-927-7c81