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No aniversário da Petrobrás, petroleiros da FUP param por 24 horas e exigem suspensão do leilão de Libra

Trabalhadores do Sistema Eletrobrás cobraram também proposta de Acordo Coletivo

Publicado: 04 Outubro, 2013 - 12h36

Escrito por: Federação Única dos Petroleiros (FUP)

03/10/2013

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás pararam por 24 horas nesta quinta-feira, 03, quando a empresa completou 60 anos de existência. A categoria transformou as comemorações em protestos, cobrando dos gestores uma proposta de Acordo Coletivo que atenda à pauta de reivindicações, que foi protocolada no dia 06 de agosto e até hoje não foi respondida pela Petrobrás.

Os petroleiros também exigem a suspensão imediata do leilão de Libra, que está marcado para ocorrer no próximo dia 21. Esse é o maior campo de petróleo já descoberto pela Petrobrás, avaliado em um trilhão e quinhentos bilhões de dólares. Se for entregue às multinacionais, representará um dos maiores crimes de lesa pátria do país. Os petroleiros, assim como todos os movimentos sociais, exigem que o campo de Libra fique integralmente sob o controle da Petrobrás para que gere empregos e investimentos no Brasil.

As paralisações dos petroleiros tiveram início por volta das 23 horas de quarta-feira, 02, com a suspensão da troca de turnos nas refinarias. À meia noite, foram interrompidas todas as atividades de rotina nas plataformas. A greve teve também teve participação dos trabalhadores da Transpetro. 

Conselho Deliberativo volta a se reunir na quarta (9) – Na quarta-feira, 09, o Conselho Deliberativo da FUP volta a se reunir em Brasília para discutir o indicativo de uma nova greve dos petroleiros a partir do dia 17, quando será realizado mais um dia nacional de luta contra o leilão de Libra. Os dirigentes sindicais discutirão os próximos passos da campanha reivindicatória e da luta dos trabalhadores contra o Projeto de Lei 4330, que piora drasticamente as condições de trabalho dos terceirizados. No dia 08, data inicialmente prevista para o Conselho, haverá uma manifestação pública em Brasília contra o leilão de Libra e o PL 4330, envolvendo os petroleiros e militantes sociais que estão acampados desde ontem (02) em frente à Esplanada dos Ministérios.