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MS:Milhares de pessoas nas ruas pela educação e contra a reforma da previdência

Protestos foram realizados em 15 regionais, na capital do estado mais de 8 mil pessoas foram às ruas defender a educação pública e lutar contra a reforma da previdência. Em Dourados foram mais de 3 mil pessoas

Publicado: 13 Agosto, 2019 - 21h04

Escrito por: Sérgio Souza Júnior com informações da Fetems

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Sueli Veiga ao microfone com Fátima Silva no ato

Na manhã desta terça-feira (13), manifestantes promoveram no Mato Grosso do Sul, diversas atividades contra o projeto neoliberal que vem sendo aplicado no país.

Com fortes críticas ao estado mínimo e contra o governo Bolsonaro, as ruas, praças e rodovias foram pintadas de povo, que traziam como bandeira a defesa da educação pública e também a luta contra a reforma da previdência.

O governo estadual de Reinaldo Azambuja também (PSDB) não foi poupado, além de governos municipais que vem seguindo a lógica dos cortes nas políticas públicas de educação.

Sueli Veiga, dirigente da Executiva Nacional da CUT e Vice-Presidenta da FETEMS comentou sobre este dia de protestos, confira:

Sueli: Nós da educação paramos nossas atividades em um dia estadual de paralisação das redes estadual e municipais, tivemos atos em 15 regionais que contaram com a participação de municípios da região. Em algumas cidades tivemos atos locais.

Campo Grande foi o destaque porque o sindicato da capital a ACP fez uma grande manifestação no centro, nós avaliamos que mais de 8 mil pessoas participaram do movimento, de maneira forte e coesa. Onde sentíamos nas pessoas este envolvimento, essa garra essa força nas pessoas que lutavam contra a reforma da previdência, contra os cortes na educação e contra o desemprego.

Hoje foi um dia de ir pra rua, para colocar pra fora toda esta nossa indignação. Estavam presentes também representações de sindicatos de universidades, de estudantes. Vários movimentos sociais e entidades participaram das mobilizações do dia de hoje, na capital e no interior.

A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) convocou um ato que mobilizou milhares de trabalhadores da educação que percorreram as ruas do centro da Campo Grande no início da manhã desta terça-feira (13).

Sueli VeigaSueli Veiga
Protesto da ACP pela Educação #13AGO

 

Mobilização na Praça

Manifestantes também realizaram hoje (13) um ato na Praça Ary Coelho, em Campo Grande pela manhã, na oportunidade Sueli Veiga lembrou que no Mato Grosso do Sul, o governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) não ofereceu reajuste aos servidores públicos em 2019 e aprovou uma lei que cortou em mais de 30% o salário dos professores contratados, esta iniciativa é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal, promovida pela FETEMS em defesa dos professores contratados, uma batalha judicial que visa reverter esta situação.

Na capital do estado, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) promoveu recentemente o aumento da alíquota da previdência dos servidores de 11% para 14% e conforme Sueli, “recentemente vem fazendo cortes na educação, o prefeito vem tirando das escolas professores habilitados na educação especial”, disse a sindicalista.

Conforme Jaime Teixeira, Presidente da FETEMS, “nós vamos buscar nos próximos dias organizar as nossas ações, porque no senado, a reforma da previdência terá resistência nossa. Aos companheiros, nossos professores convocados do estado que tiveram o salário reduzido, há grande possibilidade de tornar inconstitucional a votação que aconteceu na AL-MS e ainda neste mês de agosto, teremos uma grande mobilização com os nossos professores convocados, afetados por esta medida de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Genilson Duarte, Presidente da CUT-MS, afirmou que as manifestações de hoje foram realizadas “para pressionar os deputados que não votem projetos de lei que ataquem a classe trabalhadora e seus direitos, estamos nas ruas em defesa da educação pública de qualidade, contra os cortes nas universidades, que este desgoverno insiste em fazer e que está acabando com o ensino em nosso país a cada dia que passa.

“E hoje, estão votando mais uma mini reforma trabalhista, já não chega o que eles fizeram em 2017. Agora estão cortando mais, estão dizendo que os trabalhadores tem que trabalhar de segunda à domingo, sem ganhar hora extra, sem ganhar nada para isso. Por isso que a Central Única dos Trabalhadores está na rua, junto com os estudantes e os professores, para derrotar este projeto neoliberal e suas propostas de leis que tramitam na câmara federal” enfatizou Genilson.

Participando do ato na Praça Ary Coelho, Fátima Silva, Secretária Geral da CNTE afirmou em sua fala “a CNTE está nas ruas sempre na defesa inalienável da educação pública. Bolsonaro você ganhou uma eleição fajuta na base de Fake News, na base da mamadeira de piroca. Mas você não é dono do país. Ele tem que respeitar a constituição, tem que respeitar o PNE [Plano Nacional de Educação]. Ao Azambuja queremos dizer que não vamos aceitar o corte nos salários dos professores convocados, queremos dizer a você e seus asseclas que vocês não podem reduzir em 30% o salário dos professores contratados”, disse Fátima Silva, que também enfatizou a luta contra a retirada de professores habilitados da educação especial, em uma ação do Prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD).  

Sueli VeigaSueli Veiga
Manifestantes chegando na Praça Ary Coelho

 

Dourados

O Presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, Ronaldo Ramos participou do protesto de hoje, “foi um ato muito bom, com milhares de pessoas nas ruas, a galera da universidade federal [UFGD] e estadual [UEMS], a juventude dos DCE´s estiveram envolvidos na manifestação, os servidores públicos em geral também, mas os professores, basicamente a educação paralisou suas atividades e estavam na rua hoje” disse Ronaldo.

O sindicalista também afirmou, “tivemos mais de 3 mil pessoas caminhando em protesto pelo centro de Dourados, como sempre a gente fez, tinha 5 quadras de manifestação. Nosso movimento era contra a reforma da previdência, contra os cortes na educação e a intervenção na UFGD. Um movimento de várias entidades e a educação estava peso, encerramos a atividade pela manhã com apresentação cultural, no centro da praça Antonio João, concluiu Ronaldo Ramos.

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Manifestação em Dourados #13AGO

 

Foram registrados protestos e manifestações em diversas regionais de Mato Grosso do Sul, em Corumbá diversos setores sociais participaram do protesto junto com os profissionais da educação.

Em Nova Alvorada do Sul, o MST esteve participando ativamente com os trabalhadores da educação.

Em Nova Andradina a educação parou a rede estadual e a rede municpal, realziando um protesto pelas ruas do centro da cidade.

Marcha das Margaridas.

O movimento vai tomar conta das ruas de Brasília em defesa da soberania e da democracia nos dias 13 e 14 de agosto.

Uma delegação de Campo Grande, saiu hoje (13) da frente da sede da FETEMS em direção à Brasília, no período da tarde após os protestos da educação.

Realizada a cada quatro anos desde 2000, em Brasília, a Marcha se define como uma ação ampla e estratégica das mulheres do campo, da floresta e das águas com o objetivo de conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Elas lutam contra toda forma de exploração, dominação, violência e em favor de igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres.