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A CUT Nacional emite nota em solidariedade à família de Nádia Sol

O documento também critica o aumento do feminicídio no Brasil

Publicado: 11 Março, 2019 - 16h51

Escrito por: CUT Nacional

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NOTA DE SOLIDARIEDADE 

Toda solidariedade à família da professora Nádia Sol Neves Rondon, do Mato Grosso do Sul

A CUT Brasil vem a público demonstrar sua solidariedade à família de mais uma vítima de feminicídio Mato Grosso do Sul. A FETEMS, em nota, já alertou que é o segundo caso só neste ano só na educação.

A Central Única dos Trabalhadores, em nome da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora, vê com preocupação o aumento de mortes por Feminicídio. Só em janeiro deste ano, 126 mulheres foram, além do registro de 67 tentativas. 


Nádia Sol Neves Rondon era trabalhadora da rede municipal de Corumbá/MS e tinha 38 anos. 

Segundo o jornal Correio da Cidade, do Mato Grosso do Sul, seu ex-companheiro, Edevaldo Costa confessou o crime e disse que não aceitava o fim do relacionamento. Nádia deixou duas filhas. 

Ela foi assassinada em sua casa no último dia 9 de março, um dia depois do Dia Internacional da Mulher, no qual milhares de mulheres foram às ruas, também, pedindo o fim da violência contra a mulher, e no dia em que a Lei do Feminicídio completou 4 anos.


A criação de uma lei específica no Brasil seguiu recomendações de organizações internacionais como a Comissão sobre o Status da Mulher (CSW) e o Comitê sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW), ambos da ONU. Além disso, a tipificação deste crime foi uma reivindicação de movimentos de mulheres. Mas é preciso mais e os governos têm inteira responsabilidade com esse tema. 

Dados recentes (2019) apontam que o Brasil é o 5º país em morte violentas de mulheres no mundo e o Estado de Mato Grosso do Sul, ocupa o 3º. lugar em feminicídio dentre todos os Estados brasileiros.

A CUT luta incansavelmente pelo fim da violência contra as mulheres e exige das autoridades em Mato Grosso do Sul que se aplique a pena de reclusão, como prevê a lei, e que os governos construam políticas públicas especificas para o problema, que só tende a crescer caso este governo continue ignorando os dados e não invista em políticas públicas de combate à violência contra as mulheres. Ainda mais com a liberação do porte de armas.

 

#PeloFimDaViolênciaContraAsMulheres


#ViolênciaContraMulherNãoÉOMundoQueAgenteQuer


Junéia Batista
Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT 

Vagner Freitas 
Presidente da CUT